Plantão Itabuna - A denúncia é sua, a missão é nossa: Criador do "#hashtag" recebeu porta na cara do Twiitter, depois viralizou

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Criador do "#hashtag" recebeu porta na cara do Twiitter, depois viralizou


        “Fui ao Twitter e disseram-me: a tua ideia não vai funcionar”. Entrevista ao criador do #hashtag


Tempos houve em que os dados móveis eram coisa para poucos e os melhores telemóveis nem eram smart o suficiente para os aproveitar. Os tweets, pode parecer uma piada, eram feitos por SMS. As notificações recebidas? Também. Não havia nem WhatsApp nem Messenger e muitos acreditavam que o Hi5 seria maior do que o Facebook. E — surpresa das surpresas — ainda se dizia cardinal em vez de hashtag. O ano era 2007, o mesmo em que um jovem de 26 anos acreditou que podia mudar isso.

Chama-se Chris Messina e nasceu em 1981, em Nashua, no New Hampshire, Estados Unidos da América. 25 anos depois, já em São Francisco, com o curso de Design de Comunicação na Carnegie Mellon University pelo meio, o programador discutia com os amigos como é que, facilmente, seria possível indexar conteúdos no Twitter, uma rede social que na altura era ainda só “de nicho”. Nos telemóveis havia duas teclas que não eram utilizadas, o asterisco e o cardinal. Foi com a última que avançou com a ideia de marcar uma geração e permitir que movimentos como o #metoo ou o #feelthebern fossem facilmente partilhados na Internet. O Twitter disse que a ideia era “muito nerd“, mas, mais tarde, tentou afirmar que era dono do conceito.

Em entrevista por telefone ao Observador, Chris Messina, que também criou o primeiro espaço de coworking em São Francisco, sendo várias vezes referido como o impulsionador da ideia, fala de como surgiu o hashtag e daquilo que é necessário para criar um novo fenómeno semelhante. O ativista pelo acesso livre na Internet fala também da Google, onde trabalhou, e de como as melhores ideias que teve não lhe deram nem um tostão.
Messina vai estar em Portugal nos dias 21 a 23 de março, no Pavilhão Carlos Lopes, como orador do Pixels Camp, um evento de tecnologia português.

"Entrei pela porta da frente, fui aos fundadores e perguntei: "Olá, o que é que acham desta ideia?". Eles estavam a tratar de um problema, os servidores estavam em baixo ou não estavam a funcionar, não me lembro bem. Agradeceram a sugestão e disseram: "É muito nerd, não vai funcionar". Disseram que iam pensar em algo que fosse mais sofisticado para resolver este problema, como um algoritmo de pesquisa."
Matéria completa no Observador.

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