Plantão Itabuna - A denúncia é sua, a missão é nossa: Ford vai demitir cerca de 600 funcionários em São Bernardo do Campo

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Ford vai demitir cerca de 600 funcionários em São Bernardo do Campo

A fábrica da Ford em São Bernardo do Campo produz seu último caminhão nesta quarta-feira, 30, e depois disso encerrará as atividades após 52 anos de operação. Cerca de 600 trabalhadores que atuam na linha de montagem começam a ser dispensados na quinta-feira e ainda não há solução para que o local continue em operação com outro dono.
Na fábrica, eram produzidos os modelos F-4000, F-350 e a Linha Cargo, além do Ford Fiesta. Com o fim da produção do automóvel de passeio em junho, 750 trabalhadores foram demitidos. A planta, assumida pela montadora em 1967, produziu carros icônicos da companhia, como o Corcel, Maverick, Del Rey, Belina, Escort XR-3, Ka, Fiesta, entre outros.
Em 19 de fevereiro, a Ford anunciou o fechamento da planta de São Bernardo do Campo. Na ocasião, a montadora explicou que vai encerrar sua atuação no segmento de caminhões na América do Sul e deixar de comercializar os modelos Cargo, F-4000, F-350 e Fiesta, produzidos apenas no ABC paulista. O motivo, segundo a companhia, é a “ampla reestruturação de seu negócio global”.

Desde que anunciou o fechamento da planta, a empresa passou a negociar com trabalhadores planos de demissão e o governo do Estado de São Paulo e a prefeitura de São Bernardo do Campo tentaram encontrar interessados em comprar a fábrica. Apesar de negociações avançadas com a Caoa, ainda não houve acordo e a planta encerrará as atividades.
Após as máquinas serem desligadas, no fim da tarde desta quarta-feira, cerca de 1.000 pessoas que atuam na parte administrativa e operacional continuam empregadas ao menos até março do ano que vem. Depois disso, alguns serão desligados e outros alocados em São Paulo.
Os planos de desligamento envolvem a rescisão e um bônus de 1,5 a 2 salários por ano trabalhado na empresa. Acreditando em um acerto com a Caoa, o sindicato chegou até a negociar uma tabela salarial com vencimentos equivalentes a 80% do que a Ford paga hoje.  Procuradas, nem Ford e nem Caoa se posicionaram até a publicação desta reportagem.
Fonte: VEJA

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